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Las Chicas

Esse blog andou paradinho, paradinho. Com as crianças lindas, felizes e dando um baita trabalho, a Handmade Vacations funcionando a pleno vapor e o blog da Handmade que deve ser alimentado como um Tamagochi, eu andava sem tempo para vir por aqui. Mas resolvi não deixar a peteca cair, afinal adoro escrever sobre nossas viagens e passeios, as tais voltas que a gente dá por aí.

Retornei com o post sobre as férias em Brasília. Tenho uma lista de lugares em São Paulo sobre os quais eu quero escrever, mas como acabei de receber por email as fotos desse jantar com uma querida amiga, esse post vai ser dedicado ao restaurante da Carla Pernambuco (chef e proprietária de um antigo favorito no Rio, o Carlota) na terra da garoa. O Las Chicas é um desses lugares no diminutivo, mas no bom sentido é claro. Uma gracinha, menininha, gostosinho. Bom lugar para ir com as amigas, beber um clericot ou um café, comer um sanduíche, um bom prato ou uma sopinha e jogar conversa fora. Recomendo.

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Ondres e Biarritz – à la plage.

Ondres é uma cidadezinha de praia, com um centrinho pra lá de básico e ruas cheias de casa de veraneio, uma das quais foi transformada no gostoso Bed&Breakfast onde ficamos. Mas dele eu vou falar mais tarde.

Primeiro, vamos falar da praia. Uma praia da costa de Aquitaine, com uma enorme faixa de areia, mas onde só se pode mergulhar na pequena área delimitada pelos salva-vidas, a postos, caso haja qualquer problema.

Praia de Ondres

Praia de Ondres

Cartaz anuncia uma tourada.

Cartaz anuncia uma tourada.

Na chegada, quiosques vendem bebidas, baldinhos de plástico e comidinhas, como crepe e cachorro quente. Mais escondidinho fica o delicioso restaurante de peixes La Plancha. Mas dele eu vou falar mais tarde.

Antes eu vou falar de Biarritz, a 20 minutinhos de carro de Ondres. Um cidade cheia de charme, um charme meio nostálgico, de uma senhora que sabe que seu auge já passou, mas que consegue manter a sua beleza e seu glamour, ainda que querendo que aquele tempo não tivesse terminado.

Cafés tipicamente franceses espalham suas mesinhas pelas calçadas, pastelarias oferecem lindos macarrons e lojinhas vendem as tradicionais roupas de cama, mesa e banho com listras coloridas, típicas da região.

A Grand Plage, a mais famosa praia da cidade, tem o cassino, o tradicionalíssimo Hotel du Palais e o farol. Na hora em que fomos, a maré tinha acabado de baixar, deixando piscininhas rasinhas por onde minha filha engatinhava se divertindo com as mãos afundando na areia molhada.

A Grand Plage

A Grand Plage

Ruazinhas de Biarritz

Ruazinhas de Biarritz

Seguindo caminhando pela Orla vem o Port Vieux com seus  restaurantes e a Roche de la Vierge, uma bonita pedra de onde uma estátua da Virgem Maria recebe os pescadores que voltam do mar.

Pertinho de Ondres também fica Bayonne, capital do pais basco francês, e St. Jean de Luz, cidadezinha pesqueira com águas mais calmas que a da vizinha Biarritz. Mas as duas, assim como outros tesouros escondidos da região de Aquitaine, ficaram para próxima viagem. Sim, eu fui embora com a certeza de que volto por estas bandas.

Onde ficamos:

Jean Bernard estava procurando uma casa para transformar em um B&B em Avignon quando um amigo perguntou porque ele não aproveitava a casa que o seu pai havia deixado de herança, do outro lado da França, em Ondres. Ele decidiu seguir o conselho, comprou as partes dos irmãos e abriu o La Chataigneraie.

Nosso Bed&Breakfast

Nosso Bed&Breakfast

A casa e a piscina.

A casa e a piscina.

A eficiência de Jean Bernard (que me enviou pelo correio o vestidinho e o ursinho da minha filha que havíamos esquecido na casa) e a simpatia do Maurice (que não fala nada de inglês, mas está sempre sorrindo e ajundando) são a alma deste B&B.

Na verdade, de todos os B&Bs onde eu já me hospedei, este foi o único que me deu aquela sensação de estar hospedada na casa de alguém, o que eu acredito, seja a idéia inicial dos Bed & Breakfasts. Talvez por cruzar várias vezes com o Maurice passando os lençóis na sala, talvez pelo jantar preparado numa das noites pelos dois e uma simpática família norueguesa que também estava hospedada por lá, talvez pelos quartos não terem chave.

Só sei que gostei. Gostei da piscina, do café da manhã servido no jardim, dos quartos simples e confortáveis. Gostei de me sentir convidada, mesmo pagando €76 por noite para ficar ali.

Onde comemos:

Juro que quando um dos garçons do La Plancha deixou com uma certa má vontade eu sentar numa das mesas do salão interior mesmo sem ter reservas eu não esperava que iria comer tão bem. De entrada, pedimos o melhor mexilhão que já comi na minha vida. Um mexilhão menor do que o que estou acostumada, temperado com muito alho frito. Já voltei de viagem há um mês e garanto que não tenha um dia que eu não pense no mexilhão quando tenho fome.

De prato principal uma merluza fresquíssima muito bem temperada com alho e a pimenta de Espellete, uma saborosa pimenta típica do país basco.  A batata assada que acompanha é daquele normal, feita em papel laminado, mas de normal não tem nada. Derrete na boca, com o salgadinho da manteiga.

Um jantar simples, despretencioso e inesquecível. Supreendente o suficiente para eu recomendar que se algum dia você for a Biarritz, a St Jean de Luz ou a Bayone, leve seu carro para passear em Ondres e o seu estômago para se deliciar no La Plancha. Mas faça reserva para sentar com vista para a praia e a brisa do mar.

Nota: esta foi a última parada de uma rápida viagem pela França e Espanha, onde decidimos ficar em pousadinhas perto de alguns lugares de interesse. As outras paradas foram contadas aqui e aqui.

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