Japão – Capítulo 4 – Onde ficar

Quando estava indo para o Japão, um amigo me sugeriu que me hospedasse em Ryokans. E eu tive a feliz idéia de seguir o seu conselho. A hospedagem acabou sendo uma das partes mais gostosas e interessantes da viagem, onde pude conhecer mais de perto pessoas especiais e costumes interessantes.

Mas o que são Ryokans? São hotéis tradicionais japoneses. Os sapatos que ficam alinhados na porta, os chãos de tatame, as yukatas (robes tradicionais, mais leves que os quimonos), o chá na mesinha baixa, os futons fofinhos apoiados diretamente no chão, os banhos quentes, muitas vezes com lindas vistas… Num Ryokan todo o seu imaginário sobre os costumes do país estão lá e me parece um desperdício atravessar o mundo para conhecer o Japão e ficar hospedado num hotel que poderia estar em qualquer outro lugar do mundo.

Existem Ryokans de  luxo e super exclusivos e Ryokans com preço, jeito e clima de albergue. Enfim, budget e exigência não são desculpas para perder a oportunidade.

O site www.japaneseguesthouses.com pode te ajudar a escolher um Ryokan e os guias do Japão costumam indicar alguns em várias faixas de preço. Eu fiz todas as reservas diretamente, algumas vezes por e-mail e outras por fax.

Estes foram os Ryokans que fizeram parte da minha viagem:

Em Tóquio:

Ryokan Shigetsu, no bairro de Asakusa. Tudo neste Ryokan foi perfeito. O preço é super justo. A localização é excelente, ao lado da Nakamise Dori, a feirinha mais legal da cidade. Reservei um quarto com banheiro e sem chuveiro, que não fez a menor falta. O banho tradicional comum é pequeno, mas super limpo, além de ser uma experiência deliciosa. Primeiro você senta num banquinho e toma o banho propriamente dito com um chuveirinho baixo e uma espécie de baldinho. Depois, mergulha numa banheira quentinha, com vista para a Pagoda do templo de Asakusa. Perfeito para relaxar depois de um dia de turismo intenso. Dica: se enxague bem, pois é muita falta de educação entrar na banheira com restos de sabão.

Annex Katsutaro Ryokan, no bairro menos turístico de Taito-Ku. Este hotel foi o ponto final da nossa viagem, na volta para Tóquio. O preço é ótimo e o hotel super direitinho, embora falte um pouco de charme. O mais legal de ficar aqui foi justamente o que poderia ser o seu ponto fraco: a localização. Conheci um bairro mais normal da cidade, que não iria nunca não fosse por estar hospedada ali. Mas as conexões de transporte são ótimas.

Em Takayama:

– Nagase Ryokan: Sem sombra de dúvidas, o melhor Ryokan em que me hospedei. E também o mais caro. Demoramos a encontrar a entrada porque não havia nenhuma placa que não fosse em japonês. Só tive certeza de que era ali porque conferi o número de telefone, os únicos caracteres que podia compreender. O quarto era lindo e super espaçoso. E o jantar degustação, que comi vestida com a minha Yukata, depois de um banho tradicional com vista para um lindo jardim japonês, servido no quarto pela senhora mais simpática que já conheci, foi um dos melhores da minha vida.

Em Kyoto:

Rakucho Ryokan: Em Kyoto ficam os melhores e mais caros Ryokans. Infelizmente, não pude me hospedar em nenhum deles. Optei por um albergue/ryokan, sem banheiro nem chuveiro no quarto. O banho comum não era dos tradicionais, embora tivesse uma pequena banheirinha para banhos de imersão. O quarto era confortável. Nem sempre havia gente na recepção, mas as dicas que nos deram foram valiosas.  Fica um pouco longe do centro, mas é bem conectado de ônibus, o transporte público oficial da cidade e fácil de usar (vale a pena comprar um passe para o número de dias que for ficar).

Em Mont Koya:

Henjoso-In: Em Mont Koya, você não fica hospedado em Ryokans, mas em templos. A estrutura é a mesma , com a diferença de que é você mesmo quem coloca o seu futom no chão na hora de dormir (mas eles explicam direitinho como fazer). Os banhos e banheiros são compartilhados (o banho é bonito e com vista). A estadia no templo inclui café da manhã e jantar vegetarianos e a oportunidade de participar do ritual espiritual, que começa às 6 da manhã. Vale a pena acordar cedo.  Reservei por fax, através do centro turístico (http://www.shukubo.jp/eng/).

Em Hakone:

Fuji Hakone Guesthouse: Este é mais um Ryokan estilo albergue. Hakone é um destino de Hot Springs (águas sulfurosas) muito procurado pelos turistas japoneses, por isso uma hospedagem mais ‘tchan’ pode sair bem cara. Esse foi com certeza o piorzinho de todos em que fiquei hospedada, com a vantagem de oferecer a sua própria piscinazinha de águas quentinhas (e fedidas por conta do ácido sulfúrico) exterior. Você reserva uma hora e tem a piscininha só para você. A experiência foi divertida.

1 Comentário

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One response to “Japão – Capítulo 4 – Onde ficar

  1. Letícia Assis

    Quero ver você indo para a Coréia e me contando outra experiencia oriental ! *-*

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