2 ½ dias em Amsterdã, por Rodrigo Almeida

Dá? Dá, mas tem que ser raçudo como somos eu e a Carol, minha mulher. Nunca andamos tanto! A cidade é pequena, mas tem milhares de atrações, o que torna a seleção de lugares a visitar muito difícil (doeu ter que deixar o Rijksmuseum para a próxima, por exemplo).  De qualquer maneira, tendo muitos ou poucos dias, conhecendo tudo ou só o que considerar essencial, o fato é que você vai voltar de lá completamente apaixonado pela cidade.

Rodrigo e Carol

Rodrigo e Carol

Conhecemos Amsterdã na primavera e certamente isso serviu para que gostássemos ainda mais da viagem. A cidade está linda, cheia de flores (inclusive as famosas tulipas) e as pessoas estão num altíssimo astral. Já escurece por volta das 21h.

Chegamos numa sexta-feira ao meio dia. Às 15h, o clima de happy hour estava por todo lado. As empresas que ficam em frente aos canais faziam festinhas do lado de fora, com os funcionários bebendo vinho branco, cerveja e champagne. O nosso happy hour começou mais ou menos nessa hora também, quando bebemos as primeiras Amstel e Heineken.

Como está escurecendo tarde, nesse meio-dia já deu pra fazer muitas coisas: visitar a Casa de Ane Frank (imperdível), caminhar por toda a Leidsestraat (a rua de maior movimento, cheia de lojinhas bacanas, mas também mega turísticas) e passear pelo Red Light District desde o fim de tarde até o início da noite. Lá, vimos algumas moças tão lindas que não dava pra entender como estavam desperdiçando a juventude assim. E outras tão, mas tão horrorosas que não dava para entender como alguém desperdiçaria dinheiro assim. Mas enfim, contrastes e a total falta de preconceito são realmente as marcas da cidade.

Red Light Street

Red Light Street

No segundo dia, acordamos cedo e fomos logo para a fila do Museu Van Gogh. Depois andamos pela cidade e entramos num brechó chamado Lady Day (Hartenstraat 9) que tem muita coisa bacana. Compramos um vestido japonês, um casaco alemão dos anos 70 e pedimos para o vendedor de saia escocesa tirar uma foto nossa com as roupas novas.

Brechó Lady Day

Brechó Lady Day

Saindo do brechó, seguimos andando para o norte, rumo a Haarlemmerstraat, uma rua cheia de lojinhas legais. Tinha uma só de chá em que você mesmo coloca a quantidade que quiser, pesa e paga. Outra loja bacana dessa rua é uma especializada em azeite, que funciona no mesmo esquema. Tem ainda uma de queijos, Kaasland, que é fenonemal. Nesta rua também funciona o Barney’s, um coffeeshop todo style.Tínhamos curiosidade de conhecer um coffeeshop e escolhemos o Barney’s porque é na verdade um bar todo bonitão onde você pode curtir o ambiente, as bebidas, as pessoas e se não estiver a fim de mais nada, vai ter gostado do programa do mesmo jeito, como foi o nosso caso.

O dia terminou com muitos e muitos pints de Guinnes num pub chamado Aran (Max Euweplein, 73). Ele fica em frente à entrada principal do Vondelpark, bem à beira de um canal. Sentar numa mesinha do lado de fora é incrível, vale a visita.

Aran Pub

Aran Pub

No domingo, nosso último dia, ainda tínhamos muita coisa para conhecer. Como a cidade tem muitas coisas bacanas a cada esquina, optamos por andar a pé o tempo todo ao invés de alugar bicicletas (ok, esta é a minha versão. A minha mulher diria que o nosso consumo de cerveja era tão alto que ninguém aceitaria alugar nem um velocípede para a gente). Rembranplein,Vondelpark, Dam foram alguns dos pontos principais dessa caminhada. Fomos também na antiga fábrica da Heineken. É legalzinha, mas nada demais. Se vc tiver pouco tempo como nós, acho que dá dispensar sem pena.

Depois de algumas Heineken, fomos andar de Canal Bike, o pedalinho deles. É muito divertido depois que você pega o jeito (até lá, quase batemos num daqueles barcos grandes tipo bateau-mouche) além de ser uma chance de ver a cidade por outros ângulos. Nesse dia comemos no Walen, um restaurante legal que fica no Keizersgracht 449 (esquina com Leidsestraat). Muito bacana, também com mesinhas na beira do canal e um preço ótimo pra Amsterdã. Aliás, ainda não tinha tocado nesse ponto: as coisas na cidade não são baratinhas. Os preços de lá estão ao nível de Paris e Londres (agora com a Libra enfraquecida frente ao Euro). Mas vale cada centavo!

Para não dizerem que eu só falei de coisas boas, o nosso hotel era uma porcaria. Chama-se Inner Amsterdam (€120 a diária). Foi uma viagem comprada de última hora e por isso não pudemos escolher muita coisa. Fica aqui o aviso para quem for minimamente exigente.

Depois desses 2 ½ dias intensos, posso dizer que Amsterdã foi uma das viagens mais legais que já fizemos. Se você está planejando uma visita à Europa, não deixe de colocar essa cidade no seu roteiro. Garanto que você vai voltar cheio de histórias inesquecíveis, mesmo que beba inúmeras Heineken e Amstel; adoráveis, mesmo que se hospede no Inner Amsterdam; e alucinantes, mesmo que vá ao Barney’s só por curiosidade.

PS: Além de uma talentosa redatora, a Aline é a pessoa que eu conheço que mais entende de viagens. Por isso, até agora não sei como eu tive coragem para aceitar o convite de escrever esse texto. Espero não tê-la decepcionado, nem aos seus leitores.

Nota da blogueira: seguindo o exemplo de outros blogs de viagem que eu tenho o prazer de acompanhar, resolvi convidar outras pessoas para contarem um pouco das suas viagens por aqui. O Rodrigo, meu primeiro convidado, é redator publicitário, residente em Lisboa e puxa-saco. ;  )

7 comentários

Filed under Outras voltas

7 responses to “2 ½ dias em Amsterdã, por Rodrigo Almeida

  1. Night

    Maneirissimo, Com!!

    É impressionante como duas coisas ficaram bem claras após ler seu relato de viagem: grandes saudades suas e da Carol; e lendo a estória, fechei os olhos, e visualizei você contando essa viagem sem um copo de cerveja na mão!!! Tome várias e conte a versão em nossos emails! rerere

    Bjs, Night

  2. Lauro Luís

    Amsterdã é isso mesmo! Como foi bom relembrar! Depois desse relato, quem nunca foi, tem ainda mais motivo pra ir!

  3. Lilian

    Oii…estou em Londres e quero ir para Amsterda, onde posso me hospedar? Dah pra andar a pe? Num preciso de um guia turistico? (responda no meu email por favor!)

  4. Adriana

    Olá …vou a Amsterdã em maio e gostaria de saber se vc indicaria algum Hotel em conta e os bairros mais bem localizados.

  5. cristina

    tudo o que o rodrigo relata e verdade
    umas das cidades mais lindas da europa

  6. Adriana

    Oi Rodrigo e Carol eu adorei o relato de vcs, eu vou com o meu marido em maio, tenhos várias perguntas eu aguardo o contato de vcs,
    Tks
    Adriana

    • asvoltasqueeudoupelomundo

      Oi, Adriana. O Rodrigo e a Carol foram convidados. Não fazem parte do blog. Sei que estou atrasada, mas me fale se precisar de alguma coisa. Beijos. Aline

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s